29 de janeiro de 2014

Deliberação

SINPUC REALIZA ASSEMBLEIA EM FREI MARTINHO

Dirigentes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Curimataú (SINPUC) realizaram uma assembleia, nesta quarta-feira, 29, com servidores de Frei Martinho.

Os trabalhadores deliberaram sobre o retroativo de dezembro de 2012, isonomia salarial e kit’s de Equipamento de Proteção Individual (EPI). Também foi discutida, na assembleia, a proposta de implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração da Saúde (PCCRS).

Os sindicalistas argumentaram para os servidores de Frei Martinho que o sindicato trabalha por demanda. Para que os direitos sejam exigidos, é preciso que os próprios trabalhadores indiquem, à representação de base, os problemas enfrentados por cada categoria funcional.

O assessor jurídico do SINPUC, Charles Dinoá, está orientando todos os sócios do SINPUC a reivindicar seus direitos a partir de requerimentos formais. O procedimento serve para que a administração pública se manifeste, documentalmente, sobre cada demanda. Em Frei Martinho, a recomendação seguiu o entendimento de Dinoá para que o sindicato tenha condições técnicas de exigir o cumprimento da legalidade judicialmente, caso seja necessário.

Os representantes dos servidores têm mantido um diálogo com o atual gestor, Aguifaíldo Lira, desde fevereiro de 2013. Em março do ano passado, a administração fez uma análise financeira dos problemas deixados pelo antigo gestor e informou aos sindicalistas que a prefeitura tinha um passivo total de R$ 347.943,13 para ser quitado. A folha de dezembro correspondia a R$ 152.201,69. A administração passada só pagou R$ 10.624,77 aos agentes públicos comissionados. Os efetivos levaram um calote de R$ 141.576,92.

Diante do estudo apresentado, o SINPUC sugeriu um parcelamento da dívida como foi adotado, em Nova Palmeira, pelo prefeito José Félix. Na época, a secretária de finanças do sindicato, Elisabete Dantas, sugeriu que a prefeitura mantivesse o pagamento dos salários da nova gestão em dia e a adoção do parcelamento da dívida antiga, em duas vezes, para cada categoria de servidores. O critério de prioridade poderia ser estabelecido por sorteio.

De acordo com o delegado Sérgio Oliveira, Aguifaíldo Lira, chegou a pagar alguns salários de dezembro, mas não contemplou todos os servidores. O acordo de parcelamento era a amortização de R$ 20.000,00 por mês.

Os servidores presentes à assembleia informaram que estão com dívidas pessoais atrasadas por causa da inadimplência da prefeitura. Todos decidiram que, em relação ao passivo de dezembro de 2012, irão conversar com o prefeito para encontrar uma solução não contenciosa. Contudo, exigiram do SINPUC a disponibilização de requerimentos individuais para que, caso a gestão continue sem creditar o valor mensal combinado, o problema seja encaminhado ao Ministério Público e, em seguida, à Justiça.

Uma comissão formada por três servidores foi criada para restabelecer as negociações com Aguifaíldo Lira. Jacilene Azevedo, Adriano Ferreira e a delegada de base, Jaílma Dantas, compõem a comissão.

Além da dívida de 2012, será reivindicada a adequação salarial dos servidores que recebem acima do mínimo. Com os aumentos salariais garantidos apenas para os que recebem o mínimo, as categorias de níveis médio e superior sofrem com arrocho progressivo. Em dado momento, os que prestaram concurso com percentuais de vencimento superiores ao mínimo, acabarão recebendo o mesmo valor das categorias de nível fundamental.

A comissão reivindicará, também, a disponibilização dos kit’s de EPI, conforme a política nacional de saúde do trabalhador.

Katiane Nogueira, Pedro Fernandes e Luciano Santos compuseram a comissão que discutirá o projeto de PCCRS. As reuniões da comissão ainda não foram agendadas, mas, de acordo com o delegado Sérgio Oliveira elas deverão ocorrer em breve.

“O primeiro passo para a implantação do PCCRS é a adesão da categoria”, explicou Sebastião Santos, presidente do SINPUC. “Estamos discutindo os planos em toda a base”, finalizou.

28 de janeiro de 2014

Trabalho

SINPUC CONVOCA SERVIDORES DE FREI MARTINHO
PARA ASSEMBLEIA

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Curimataú (SINPUC) convoca todos os sócios de Frei Martinho para uma Assembleia-geral Ordinária, nesta quarta-feira, 29, na sede da Biblioteca Pública Municipal.

A primeira convocação está marcada para às 14h e, de acordo com o estatuto social do sindicato, precisa do quórum de 50% + 1 para ser instalada.

A segunda convocação, caso a primeira não obtenha o quórum mínimo, ocorre às 14h30, com qualquer número de sócios.

Informes gerais, reivindicações trabalhistas à gestão local e escolha de representantes para compor a comissão que discutirá o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração da Saúde (PCCRS) compõem a pauta.

Mais informações podem ser obtidas através dos delegados de base no município, Sergio Oliveira e Jaílma Dantas.

24 de janeiro de 2014

Palavra do presidente

ENTRE DIPLOMATAS E DOMINADORES: A ARTE DO DIÁLOGO

Sebastião Santos

Uma frase atribuída a Álvaro Loregian diz que seremos melhores negociadores quanto mais respeitarmos e valorizarmos os interesses dos outros. Dialogar, para encontrar denominadores comuns numa negociação, é uma necessidade da administração pública moderna.

O SINPUC tem a grata satisfação de reconhecer que os municípios de sua base, salvo algumas exceções, como Baraúna, têm sido geridos por administradores que sabem e reconhecem o poder da conversa para a resolução de conflitos e encaminhamento de ideias.

Um bom exemplo de diálogo entre sindicato e prefeitura é o caso de Nova Palmeira. O prefeito José Félix tem demonstrado sensibilidade às causas destacadas pelo SINPUC.

No município já conseguimos, através de negociações produtivas, o pagamento de retroativos, a garantia de kit’s de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e, entre outras conquistas, discussão e tramitação de projetos de lei que estabelecem Planos de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) e regularizam salários.

Prefeitos abertos à voz dos trabalhadores, sempre fundamentada no regime jurídico-administrativo pátrio, notadamente no princípio da legalidade em sentido amplo, melhoram a imagem dos seus governos, facilitam a vida dos sindicalistas que defendem os servidores e beneficiam a sociedade, que passa a contar com um serviço público mais eficiente e produtivo.

O diálogo de hoje é produto direto das lutas de ontem, onde os dirigentes do SINPUC eram vítimas de toda sorte de ofensas públicas e pessoais. Exigir direito, até bem pouco tempo, era mais do que um crime: era uma ofensa à imagem do gestor que se comportava como proprietário dos bens e serviços públicos. Não é à toa que, desde 1930, através do livro Raízes do Brasil, conhecemos o termo “homem cordial”. 

Num belo comentário sobre a obra de Sérgio Buarque de Holanda, o professor Reynaldo Damazio explica o conceito: “A cordialidade se refere à dificuldade do brasileiro (...) de considerar a esfera pública como algo impessoal, ou um palco de conflitos e interesses coletivos e não individuais”. Trata-se da resistência em reconhecer o princípio da impessoalidade.

Pode-se afirmar que essa nova espécie de gestor, felizmente, já pode ser encontrado em Picuí. Acácio Dantas é outro bom exemplo. Ao contrário do seu antecessor, ele está mais para a diplomacia do que para a dominação. É como ter trocado, em 2012, Adolf Hitler por Winston Churchill.

Contudo, os obtusos ainda mostram as suas garras. Para eles, eu digo “mal me quer” e informo que todo ato administrativo pode sofrer revisão de legalidade pelo Poder Judiciário. Ainda bem!

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Sebastião Santos é pedagogo, especialista em educação de jovens e adultos, professor efetivo da educação básica na rede pública municipal de Picuí e Nova Palmeira, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Curimataú, do Conselho de Educação de Nova Palmeira, da Câmara Municipal e do Diretório do PT do mesmo município e é membro da direção estadual da Central Única dos Trabalhadores da Paraíba (CUT-PB).