28 de abril de 2017

Greve Geral

EM CUITÉ 3.000 MANIFESTANTES DIZEM NÃO À REFORMA
DA PREVIDÊNCIA E VAIAM OS DEPUTADOS PARAIBANOS
QUE APOIAM TEMER

Sindicatos do campo e da cidade, instituições de ensino, movimento estudantil, lideranças políticas, trabalhadores públicos e privados aderiram à greve nacional e se reuniram em Cuité, na manhã desta sexta-feira, para protestar contra as reformas do governo Temer.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Curimataú e Seridó (SINPUC) foi um dos organizadores do evento que reuniu 3.000 pessoas para uma caminhada pelas ruas da cidade serrana.

A caminhada teve início em frente à quadra poliesportiva e seguiu até a agência do INSS, que se encontrava fechada porque os servidores também aderiram ao movimento desta sexta.

Com o acompanhamento da Polícia Militar, os manifestantes movimentaram o centro da cidade e chamou a atenção dos moradores.

Congresso Nacional

Professores, agricultores, servidores municipais, estaduais e federais de diversos municípios do Curimataú viajaram até Cuité para mandar um recado à bancada paraibana que votou a favor das reformas de Temer.

Um a um os nomes dos parlamentares paraibanos foram chamados nos carros de som e vaiados pelos manifestantes que compareceram ao evento.

“Temos que botar pressão nos deputados. Em nome do Curimataú, em nome do Seridó, todas as categorias, sindicatos rurais e urbanos, os movimentos sociais estavam gritando contra os deputados”, disse Janiel Dantas, secretário de Comunicação do SINPUC.

O vereador Jean Barros, de Picuí, destacou a importância de os eleitores saberem os nomes dos deputados e senadores governistas apoiados por lideranças locais na região. Ele fez um apelo para que o povo rejeite seus nomes e de seus apoiadores nas próximas eleições. Jean disse que aprovou, na Câmara, uma moção de repúdio em desfavor de todos os que votaram contra os trabalhadores e encaminhou o documento para os gabinetes de cada parlamentar.

Articuladores e apoiadores

Além do SINPUC, a Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Paraíba (SINTEP), o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Cuité e o STR de Barra de Santa Rosa articularam a mobilização. 

A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (CONFETAM), União da Juventude Socialista (UJS), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Centro de Educação e Organização Popular (CEOP), Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cubati (SINTMUC), Sindicato dos Professores de Cuité, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG – Campus Cuité), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB – Campus Picuí), Escola Estadual Cidadã Integral Técnica Jornalista José Itamar da Rocha Cândido, Escola estadual de Ensino Médio Orlando Venâncio dos santos, entre outras instituições e sindicatos, apoiaram a manifestação.

“É importante dizer que as gestões municipais da região liberaram os servidores e não houve retaliações e nem objeções à participação”, lembrou Sebastião Santos, presidente do SINPUC.

Ele também disse que a divulgação prévia realizada pelos meios de comunicação do Curimataú e Seridó, como as rádios comerciais e comunitárias foi importante para o sucesso da manifestação. Sebastião Santos destacou o apoio das rádios Boa Esperança FM de Pedra Lavrada, Rural FM de Baraúna, Cenecista AM de Picuí e Cidade Cuité FM.

25 de abril de 2017

Nova Palmeira

PROFESSORES REJEITAM PROPOSTA DE REAJUSTE DA PREFEITURA

A secretária de Educação de Nova Palmeira, Edilândia Ferreira, encaminhou proposta de reajuste para os professores do município que paralisaram suas atividades hoje.

Para atingir o percentual de aumento determinado em janeiro pelo Ministério da Educação, os docentes da rede municipal de ensino propuseram à Prefeitura, através do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Curimataú e Seridó (SINPUC), o parcelamento da adequação salarial em duas etapas.

A primeira, de 5%, seria creditada nos contracheques em abril, sem efeitos retroativos a janeiro de 2017, data que passou a vigorar o reajuste de 7,64% determinado pelo MEC. A segunda, de 2,64% deveria ser garantida a partir de outubro, também sem os valores retroativos.

De acordo com a Secretaria de Educação, no primeiro trimestre de 2017, o município recebeu R$ 544.922,72 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB).

A folha de pagamento, mesmo sem o aumento do salário dos professores, comprometeu R$ 448.668,46. Já os recolhimentos para o instituto de previdência, somaram R$ 94.220,38. A margem de folga para não estourar a conta do fundo foi de apenas R$ 2.033,88.

Com base nesses cálculos a gestão propôs uma elevação de 5%, sem retroativo, no mês de abril ou de 4%, com retroativos creditados nos meses de agosto, setembro e outubro de 2017.

“Lembro ainda que além do impacto orçamentário decorrente do reajuste dos professores, há de ser lembrado também que o referido aumento também repercute nos encargos patronais”, destacou em seu comunicado, Edilândia Ferreira.

Apesar dos números, os professores rejeitaram a proposta da gestão e mantiveram a que foi aprovada na assembleia do dia 13 de abril.

 O sindicato aguardará uma nova posição do município até o dia 02 de maio. Se não houver acordo, os professores param as atividades no dia seguinte.

“Caso, a gestão se sensibilize pela aceitação dos 5% de reajuste a partir de abril sem retroativo, desde que, a gestão garanta que os 2.64% sejam efetivados até o mês de novembro totalizando o valor do reajuste nacional, fica a gestão com a responsabilidade de comunicar a decisão até o dia 02 de maio do corrente ano, para que a decisão seja acatada pela categoria”, comunicou o presidente do SINPUC, através do Ofício 085/2017.

Nova Palmeira

PROFESSORES E MOTORISTAS FAZEM PARALISAÇÃO


Professores e motoristas de Nova Palmeira paralisaram suas atividades, nesta terça-feira, e estão mobilizados na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Curimataú e Seridó (SINPUC).

Sem uma proposta de adequação salarial, por parte da administração de Nova Palmeira, para atender às regras da Lei 11.738/2008, que estabeleceu um reajuste de 7,64% no piso salarial, os docentes resolveram cumprir o que decidiram em assembleia no dia 13 de abril.

Na ocasião eles encaminharam uma proposta de negociação que dividia a adequação salarial em dois percentuais. O primeiro, de 5%, poderia ser garantido no mês de abril. O segundo, de 2,64%, deveria ser creditado a partir de outubro.

Os dois percentuais sugeridos pelos profissionais deveriam ter efeito retroativo imediato. O prazo para a administração apresentar uma contraproposta foi encerrado no dia 20. Como ficou acertado no dia 13, em caso de silêncio da administração as aulas seriam paralisadas hoje.

Os motoristas do município vivem uma situação parecida. Com redução de R$ 200,00 em suas gratificações, excesso de jornada de trabalho e trabalhando com uma frota com sérios problemas de manutenção, eles resolveram apoiar a iniciativa dos professores.