2 de dezembro de 2016

Nova Palmeira

SERVIDORES DA SECRETARIA DE INFRAESTRUTURA
VOLTAM ÀS ATIVIDADES NESTA SEGUNDA


O prefeito de Nova Palmeira, José Felix de Lima Filho, se reuniu com trabalhadores da secretaria de Infraestrutura para negociar o fim de uma paralisação iniciada ontem.

Por causa da falta de pagamento dos vencimentos relativos ao mês de outubro, parte dos servidores dessa secretaria decidiu, ontem, cruzar os braços em reação ao descumprimento de um calendário negociado no dia 30 de setembro com o Ministério Público, em Picuí.

“Apesar de a paralisação não ter sido deflagrada através de assembleia extraordinária conduzida pelo sindicato, os trabalhadores procuraram o sindicato para receber orientações necessárias e o sindicato deu todo suporte necessário aos trabalhadores”, explicou Sebastião Santos, secretário geral do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Curimataú e Seridó (SINPUC).

Os trabalhadores negociaram um novo calendário de pagamento diretamente com a gestão e voltarão ao trabalho na próxima segunda-feira.

De acordo com Sebastião Santos, o pagamento de outubro ficou acertado para o dia 10 de dezembro, o mês de novembro será creditado no próximo dia 20 e o mês de dezembro será depositado até o dia 30.

11 de novembro de 2016

Paralisação nacional

SERVIDORES MUNICIPAIS PARALISAM
ATIVIDADES NO CURIMATAÚ E SERIDÓ


Parte dos servidores dos municípios de Pedra Lavrada, Olivedos, Damião, Nova Palmeira, Frei Martinho e Picuí cruzaram os braços, hoje, para protestar contra a onda conservadora que retira direitos e precariza a vida dos trabalhadores no país.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Curimataú e Seridó (SINPUC) iniciou uma série de assembleias, no dia 28 de outubro, e percorreu seis municípios para discutir com os trabalhadores os efeitos, no plano municipal, das medidas que estão em tramitação no Congresso.

De acordo com o secretário geral do SINPUC, Tião Santos, administrações, servidores públicos e os cidadãos brasileiros vão sentir os problemas dos ajustes do governo Temer porque as verbas diminuirão e os serviços serão afetados.

O dirigente disse, em Frei Martinho, que a luta contra as medidas do Planalto está sendo feita pelos movimentos sociais ligados aos trabalhadores e criticou a indiferença da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (FAMUP) e da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). “A FAMUP e a CNM deveriam estar no debate porque vão perder recursos”, afirmou Tião.

Em nível municipal o sindicalista disse que professores, Agentes de Combate a Endemias (ACE’s) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS’s) serão afetados.

Os professores, de acordo com o dirigente, poderão sofrer sem reajuste do piso nacional. ACE’s e ACS’s enfrentarão a concorrência do programa Criança Feliz, comandado pela primeira-dama, Marcela Temer, e poderão ser substituídos por estagiários com formação acadêmica.

Participação e atos públicos

Durante a realização das assembleias os dirigentes reclamaram da baixa participação dos servidores. Mesmo assim muitos aderiram à paralisação.

“Teve uns que decidiram aderir à paralisação naturalmente”. Nova Palmeira, por exemplo, não teve deliberação em assembleia porque foi pouca a participação. Mesmo assim as pessoas entenderam que iriam paralisar”, explicou Tião. Ele disse ainda que o caso é o mesmo do município de Frei Martinho.

Em Olivedos e Damião serão realizados atos públicos para chamar a atenção da sociedade para os problemas que virão em breve, caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 seja aprovada no Senado.

Além da luta contra a PEC 55, os servidores rejeitam as reformas trabalhista, previdenciária e do ensino médio. A paralisação nacional ainda é contra as privatizações, a terceirização de serviços, o projeto Escola da Mordaça e a desvalorização do salário mínimo.

Hoje, segundo Tião Santos, os movimentos fazem uma prévia para uma greve nacional que ainda não tem data definida.

7 de novembro de 2016

Paralisação nacional

SINPUC ENCERRA ASSEMBLEIAS AMANHÃ, EM DAMIÃO

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Curimataú e Seridó (SINPUC) conclui, na tarde desta terça-feira, em Damião, a série de assembleias realizadas em seis municípios da base desde o dia 28 de outubro.

Os dirigentes já passaram por São Vicente do Seridó, Pedra Lavrada, Picuí, Frei Martinho, Nova Palmeira e Olivedos.

A pauta dos encontros tem ênfase em assuntos nacionais, mas a realidade dos servidores de cada município não deixou de ser discutida e deliberada pelas assembleias.

No plano nacional a discussão está focada nas conjunturas política e social pelas quais o país passa no momento, a tramitação e as consequências da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 e a decisão de cortar o ponto de servidores grevistas tomada recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

No plano local as discussões das assembleias giram, basicamente, em torno dos atrasos salariais na base do SINPUC.

Baixa participação

Os dirigentes observaram uma baixa participação nos municípios de Picuí, Frei Martinho e Nova Palmeira. As assembleias não chegaram a deliberar a pauta nessas cidades por falta de quórum.

Em Picuí, apenas três servidores compareceram à assembleia. Em Frei Martinho, foram seis. Na avaliação dos dirigentes o número de trabalhadores presentes foi insuficiente para justificar uma deliberação.

Apesar de também terem esvaziado a assembleia, os servidores que compareceram em Nova Palmeira propuseram outra estratégia. De acordo com o secretário geral do SINPUC, Sebastião Santos, os trabalhadores vão consultar os pares em cada setor e darão uma resposta ao sindicato sobre a paralização do dia 11. “O pessoal que estava lá, alguns da Saúde e Educação, vai consultar as repartições e dar um retorno pra gente, no máximo, terça-feira”, explicou.

Adesões

Ao contrário dos municípios citados, os servidores de Olivedos, Pedra Lavrada e São Vicente do Seridó compareceram às assembleias marcadas pelo sindicato.

Nessas localidades os servidores aderiram à paralisação nacional.

Em Olivedos, os trabalhadores realizarão um ato público no dia 11, às 9h.

Já em São Vicente do Seridó o ato será no dia nove, se a prefeita não entregar um cronograma de pagamento ao sindicato. “Essa pauta do dia nove é mais local”, explicou Sebastião Santos. “No dia 11 haverá uma paralisação, sem mobilização”, completou.

Em Pedra Lavrada, apesar da paralisação, a mobilização dos trabalhadores ainda não foi confirmada.